Blog EntryHELICICULTURAOct 11, '08 7:38 PM
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HELICICULTURA CHEGA À ORTIGOSA é o título de uma notícia que o semanário «Região de Leiria», do passado dia 3, publicou no seu especial dedicado à 6ª edição da ORTIFAE – Feira de Actividades Económicas e Tasquinhas da Ortigosa, que decorreu nos dias 3, 4 e 5 deste mês de Outubro de 2008.
Transcrevo integralmente tal texto por o mesmo referir pormenores técnicos importantes dados ao jornalista pelos sócios de tal empreendimento.
Agradeço à empresa a autorização que me foi dada para fotografar à vontade, especialmente para este blogue, o interior das estufas, onde me interessaram sobremaneira os agrupamentos formados, ao acaso, pelos caracóis, como se fossem composições escultóricas vivas, que procurei captar em planos aproximados e grandes planos.

HELICICULTURA CHEGA À ORTIGOSA

“A ideia surgiu há mais de 20 anos, mas foi em Outubro de 2007 que começou a ganhar forma, dando origem à Leirihelix – L’escargot Gourmant Lda.. Isabel Ferreira conta que ao longo destes anos foi conseguindo reunir informação sobre a cultura de caracóis através da consulta de livros e de pesquisa na Internet. O colega Vítor Basso entretanto leu uma reportagem sobre helicicultura e entusiasmou-se também. Assim nasce esta sociedade que tem ainda como sócio Aduino Samuel.
Um curso de Helicicultura em Lugo, Espanha, valeu a Isabel Ferreira e Vítor Basso uma aprendizagem mais aprofundada da cultura de caracóis, veio complementar toda a informação de que já dispunham. “O curso também teve uma vertente que era o empacotamento do animal morto, porque os espanhóis usam muito o caracol tipo conserva, mas, para já, não vamos entrar por aí”, confessa Isabel Ferreira.
O principal destino dos caracóis será o estrangeiro, principalmente Espanha e França. “Neste momento estamos mais ou menos com uma parceria com um helicicultor que já tem conhecimentos em Espanha e em França e só a produção dele não lhe chega”, revela a sócia. Numa fase inicial precisam de uma “bengala”, como lhe chama Isabel Ferreira, mas mais tarde pretendem “arranjar os canais próprios.
Quatro estufas compostas por cerca de 24 baterias repletas de caracóis ocupam Isabel Ferreira e Vítor Basso praticamente o dia inteiro. A Leirihelix adquiriu 600.000 caracóis pequenos, chamados "aluvins", para iniciar esta actividade. Contudo, como muitos vinham mortos, tiveram de ser repostos e, por isso, é difícil contabilizar nesta altura o total. As ervas não se podem deixar crescer para os caracóis não saírem das baterias, os mortos têm de ser retirados porque as moscas atacam, tem de se arranjar alimentos, só a ração própria não basta, porque estes pequenos animais são uns verdadeiros glutões. “Todos os dias saímos dali por volta das 21h30. A rega começa às 18h30 porque o caracol é um animal que só se movimenta à noite ou então quando tem água”, explica Isabel Ferreira.
O sócio Vítor Basso refere mesmo que o caracol ecológico “não está fora de cogitação”, “só com produtos naturais, com farinha feita por nós à base de milho, sem transgénicos”. “Nós vamos tentar ser um bocadinho diferentes”, conclui a sócia.”

Sobre as características gerais dos caracóis e das espécies comestíveis, ver:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Helix_aspersa


Para quem gosta deste petisco, aqui ficam alguns endereços com receitas de como preparar as caracoletas:

http://hojehapipis.blogspot.com/2006/12/caracoletas-assadas.html
http://www.gastronomias.com/receitas/rec1278.htm
http://www.petiscos.com/receita.php?recid=723&catid=16
http://www.petiscos.com/receita.php?recid=722&catid=16
http://iguarias.wordpress.com/2008/10/09/caracoletas-a-bom-apetite-2/

Sobre a cultura de caracoletas podem ser consultados os seguintes endereços:

http://www.escargotsoeste.com/index.php/Servicos.html
http://www.biojogral.com/scripts/default.asp?art_id=49
http://www.youtube.com/watch?v=IMktxZ6bvps
http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=1999




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