A AMENDOEIRA (Prunus dulcis), anteriormente classificada como “Prunus amygdalus”, ou “Amygdalus communis”, é uma árvore de folha caduca da família das “Rosaceae”. A semente do seu fruto é geralmente considerada como um fruto seco: a amêndoa. Tal como o pessegueiro, pertence ao subgénero “Amygdalus”. Em Portugal, é frequente na região do Douro e no Algarve. É uma árvore cultivada desde a antiguidade, tendo sido introduzida na Europa pelos Gregos, nos séculos V e VI a.C..
Embora se adapte a qualquer tipo de solo, prefere terrenos ligeiramente arenosos e profundos, dando-se também em terrenos pedregosos, que alternem com algumas camadas de terra, para que as raízes possam desenvolver-se e penetrar em profundidade, de modo a poder resistir a secas prolongadas. Também é uma espécie que resiste a fortes geadas de Inverno, mas já é sensível às geadas tardias da Primavera.
A amêndoa é rica em óleo e em gordura, podendo a variedade “dulcis” ser consumida torrada, ou torrada e salgada, como aperitivo. Existe ainda uma outra variedade de casca mole, a “ Prunus dulcis, var. fragilis", que tem a particularidade de a casca se poder partir com a simples pressão dos dedos. Toda a amêndoa comestível tem largo uso na doçaria tradicional.
A amêndoa amarga, “var. amara”, por seu lado, já não é comestível, por conter ingredientes nocivos à saúde, sendo muito tóxica, tanto para crianças, como para adultos. Evitar, portanto, qualquer tipo de preparações com este tipo de amêndoas (assim como com as amêndoas dos caroços de pêssego e cereja), principalmente se no preparado entrar água e não for usado imediatamente.
A amigdalina em contacto com a saliva, por emulsão da enzima, transforma-se em ácido cianídrico, um veneno fortíssimo, que causa sufocação, vómitos, vertigens, aceleração do ritmo cardíaco e, até, morte.
Este amêndoa apenas se usa para fabricar a conhecida “Amarguinha”, licor de origem algarvia, com uma graduação de 20 graus, hoje conhecido e consumido em todo o país, sendo muito agradável quando servido bastante frio.
Esta variedade de amendoeira serve, sobretudo, como porta-enxerto para as variedades “dulcis” comestíveis, por oferecer maior resistência às doenças e propiciar um melhor desenvolvimento das árvores.