Estas fotografias foram tiradas em Junho de 1984, na RESERVA BOTÂNICA DE LOENDROS, em Cambarinho, freguesia de Campia, concelho de Vouzela, hoje designada por RESERVA BOTÂNICA DE CAMBARINHO. Na altura, uma placa em cimento, idêntica às das estradas, apenas indicava, na direcção a seguir, RESERVA BOTÂNICA DE LOENDROS. Como se pode ver pelos textos abaixo, a situação jurídica hoje está claramente definida e pelas fotos mais recentes, vistas em vários blogues dedicados ao tema, aquela área continua a encantar os fotógrafos da Natureza.
Pelo interesse científico e de divulgação destes textos, seleccionados entre os muitos encontrados nas pesquisas feitas no Google, com os devidos agradecimentos, a seguir os transcrevo:
A RESERVA BOTÂNICA DE CAMBARINHO
“Na Reserva Botânica de Cambarinho situa-se a maior concentração de Loendros (Rhododendron ponticum) da Europa, que cobre de roxo 24 hectares. Torna-se palco de um exuberante espectáculo de cor, com os loendros floridos, uma das raras espécies de crescimento espontâneo sobreviventes da flora do período geológico do Terciário. Embora sejam arbustos venenosos, vale a pena visitar entre Maio e Junho, altura do seu florescimento. Predominam áreas de mato, permanecendo no entanto zonas de pinhal, manchas de carvalhal, áreas agrícolas e lameiros. A Reserva Botânica de Cambarinho fica situada na povoação de Cambarinho, freguesia de Campia, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, na vertente norte da Serra do Caramulo. Esta reserva foi criada em 1971 e está sob a tutela do Instituto da Conservação da Natureza.” in http://www.quintadoriodao.com/port/out/cambarinho.htmlLOENDROS ESTIMULAM TURISMO
“Em notícia de segunda-feira n' «O Primeiro de Janeiro», com o título “Loendros estimulam turismo”, lemos sobre os milhares de visitantes que em Maio-Junho se maravilham com a maior mancha europeia de Rhododendron ponticum subsp. baeticum, coroada nesta altura por cachos de flores roxas. Loendro é o nome popular que na região se adoptou para este arbusto, reservando-se talvez outras designações (como Loureiro-rosa, Espirradeira ou Cevadilha) para a espécie Nerium oleander - que, apesar da semelhança superficial, nada tem a ver com o género Rhododendron - para atenuar a inevitável confusão.
A Reserva Botânica de Cambarinho, com cerca de 24 hectares na Serra do Caramulo, Vouzela, perto do rio Alfusqueiro, foi criada em 1971 e está sob a tutela do Instituto da Conservação da Natureza, protegendo-se deste modo este rododendro de crescimento espontâneo apenas na Península Ibérica.” in http://dias-com-arvores.blogspot.com/2006/05/mata-de-rododendros-no-caramulo.htmlO LOENDRO (...) “O Rhododendron ponticum, vulgo loendro, é um arbusto de crescimento espontâneo na Península Ibérica. Apresenta as folhas alongadas e flores vermelho-violáceas de rara beleza. Prefere as zonas húmidas onde emoldura ribeiros e regatos como acontece em Cambarinho onde, nos meses de Maio e Junho, os olhos dos visitantes se podem maravilhar com um magnífico espectáculo de cor pela sua floração. Esta comunidade de loendros, a mais importante do nosso país, encontra-se protegida pelo Decreto-Lei nº 364/ 71, de 25 de Agosto que criou a Reserva Botânica de Cambarinho que determina a protecção desta espécie e de outras, para além da fauna existente nos seus 24 hectares de extensão. Sendo uma planta venenosa foi perseguida, através dos tempos, como planta indesejável nas matas e nos campos de cultivo por parte dos proprietários do gado, pois, por vezes, o gado ingere as folhas, originando graves perturbações nos animais e que podem levar à morte. Devido à sua rara beleza, o seu corte serve para enfeitar as ruas, edifícios e andores na altura das procissões religiosas. Servem também para a construção das “sebes” dos carros de vacas, dada a maleabilidade das suas varas para o trabalho de encanastrar. Não fora esta utilidade e a sua extrema beleza e, talvez, fosse impossível o encanto que, hoje nos proporciona e que obriga todos os amantes da Natureza a uma visita à Reserva Botânica de Cambarinho.” in http://www.ebi-campia.rcts.pt/Campia4.htm / Escola Básica Integrada de Campia
| Observação: Tanto o LOENDRO, como acima é referido, como o LOUREIRO-ROSA, este vulgar nos nossos parques e jardins, são plantas altamente tóxicas, incluindo as flores e os frutos. A propósito é curioso referir um pequeno parágrafo do livro «A Prodigiosa Aventura das Plantas», da autoria de Jean-Marie Pelt e JeanPierre Cuny, edição Gradiva, colecção «Ciência Aberta», nº 4, onde a p. 164, a propósito das defesas naturais que as plantas desenvolvem, se afirma: “Então a planta defende-se como pode. Contra o homem não pode nada. Claro que existem os venenos. Viram-se soldados de Napoleão morrer em Espanha por terem feito espetadas com varas de loureiro-rosa...”
Protecção legal recente: • Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de Abril – Anexo B-1. • Directiva 92/43/CEE – Anexo I.
|  | Estas fotografias foram tiradas em Junho de 1984, na RESERVA BOTÂNICA DE LOENDROS, em Cambarinho, freguesia de Campia, concelho de Vouzela, hoje designada por RESERVA BOTÂNICA DE CAMBARINHO. Na altura, uma placa em cimento, idêntica às das estradas, apenas indicava, na direcção a seguir, RESERVA BOTÂNICA DE LOENDROS.
Como se pode ver pelos textos abaixo, a situação jurídica hoje está claramente definida e pelas fotos mais recentes, vistas em vários blogues dedicados ao tema, aquela área continua a encantar os fotógrafos da Natureza.
Pelo interesse científico e de divulgação destes textos, seleccionados entre os muitos encontrados nas pesquisas feitas no Google, com os devidos agradecimentos, a seguir os transcrevo:
A RESERVA BOTÂNICA DE CAMBARINHO
“Na Reserva Botânica de Cambarinho situa-se a maior concentração de Loendros (Rhododendron Ponticum) de Europa, que cobre de roxo 24 hectares. Torna-se palco de um exuberante espectáculo de cor, com os loendros floridos, uma das raras espécies de crescimento espontâneo sobreviventes da flora do período geológico do Terciário. Embora sejam arbustos venenosos, vale a pena visitar entre Maio e Junho, altura do seu florescimento. Predominam áreas de mato, permanecendo no entanto zonas de pinhal, manchas de carvalhal, áreas agrícolas e lameiros. A Reserva Botânica de Cambarinho fica situada na povoação de Cambarinho, freguesia de Campia, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, na vertente norte da Serra do Caramulo. Esta reserva foi criada em 1971 e está sob a tutela do Instituto da Conservação da Natureza.”
in http://www.quintadoriodao.com/port/out/cambarinho.html
LOENDROS ESTIMULAM TURISMO
“Em notícia de segunda-feira n' «O Primeiro de Janeiro», com o título “Loendros estimulam turismo”, lemos sobre os milhares de visitantes que em Maio-Junho se maravilham com a maior mancha europeia de Rhododendron ponticum subsp. baeticum, coroada nesta altura por cachos de flores roxas. Loendro é o nome popular que na região se adoptou para este arbusto, reservando-se talvez outras designações (como Loureiro-rosa, Espirradeira ou Cevadilha) para a espécie Nerium oleander - que, apesar da semelhança superficial, nada tem a ver com o género Rhododendron - para atenuar a inevitável confusão.
A Reserva Botânica de Cambarinho, com cerca de 24 hectares na Serra do Caramulo, Vouzela, perto do rio Alfusqueiro, foi criada em 1971 e está sob a tutela do Instituto da Conservação da Natureza, protegendo-se deste modo este rododendro de crescimento espontâneo apenas na Península Ibérica.”
in http://dias-com-arvores.blogspot.com/2006/05/mata-de-rododendros-no-caramulo.html
O LOENDRO
(...) “O Rhododentron Ponticumm, vulgo loendro, é um arbusto de crescimento espontâneo na Península Ibérica. Apresenta as folhas alongadas e flores vermelho-violáceas de rara beleza. Prefere as zonas húmidas onde emoldura ribeiros e regatos como acontece em Cambarinho onde, nos meses de Maio e Junho, os olhos dos visitantes se podem maravilhar com um magnífico espectáculo de cor pela sua floração. Esta comunidade de loendros, a mais importante do nosso país, encontra-se protegida pelo Decreto-Lei nº 364/ 71, de 25 de Agosto que criou a Reserva Botânica de Cambarinho que determina a protecção desta espécie e de outras, para além da fauna existente nos seus 24 hectares de extensão. Sendo uma planta venenosa foi perseguida, através dos tempos, como planta indesejável nas matas e nos campos de cultivo por parte dos proprietários do gado, pois por vezes o gado ingere as folhas, originando graves perturbações nos animais e que podem levar à morte. Devido à sua rara beleza, o seu corte serve para enfeitar as ruas, edifícios e andores na altura das procissões religiosas. Servem também para a construção das “sebes” dos carros de vacas, dada a maleabilidade das suas varas para o trabalho de encanastrar. Não fora esta utilidade e a sua extrema beleza e, talvez, fosse impossível o encanto que, hoje nos proporciona e que obriga todos os amantes da Natureza a uma visita à Reserva Botânica de Cambarinho.”
in http://www.ebi-campia.rcts.pt/Campia4.htm / Escola Básica Integrada de Campia
Tanto o LOENDRO, como acima é referido, como o LOUREIRO-ROSA, este vulgar nos nossos parques e jardins, são plantas altamente tóxicas, incluindo as flores e os frutos. A propósito é curioso referir um pequeno parágrafo do livro «A Prodigiosa Aventura das Plantas», da autoria de Jean-Marie Pelt e JeanPierre Cuny, edição Gradiva, colecção «Ciência Aberta», nº 4, onde a p. 164, a propósito das defesas naturais que as plantas desenvolvem, se afirma: “Então a planta defende-se como pode. Contra o homem não pode nada. Claro que existem os venenos. Viram-se soldados de Napoleão morrer em Espanha por terem feito espetadas com varas de loureiro-rosa...”
Protecção legal recente: • Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de Abril – Anexo B-1. • Directiva 92/43/CEE – Anexo I.
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O JACINTO-DE-ÁGUA ( Eichhornia crassipes) foi uma espécie introduzida na Europa por motivos ornamentais, tendo sido vista em Portugal, pela primeira vez, nos anos 30 do século passado. É originária da bacia do Amazonas, sendo hoje um problema sério em vários cursos de água e lagoas no nosso país, dado o seu carácter altamente invasivo, principalmente no Ribatejo, Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral. Como é uma planta flutuante, facilmente se desloca com as correntes de água e com o próprio vento, chegando a formar densos e intermináveis tapetes, que tapam completamente a superfície da água, prejudicando, assim, todo o normal ecossistema aquático, uma vez que se dá uma alteração das características físico-químicas das águas, devido à impossibilidade de a luz solar penetrar uma massa tão compacta de folhagem. A sua reprodução faz-se tanto por semente, como por rizomas ou pequenos fragmentos e o seu crescimento é extremamente rápido. Sobrevive, até, em terra se houver alguma água disponível. Acaba também por prejudicar o aproveitamento recreativo dos cursos de água, lagos e lagoas onde prolifera. É considerada uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, sendo, por tal motivo, proíbido o seu comércio como planta ornamental.
Este exemplar foi recolhido no Rio Negro, um pequeno curso de água na margem direita do Lis, na zona dos campos da Passagem, Vieira de Leiria, um dos poucos locais onde, felizmente, só se pode encontrar esta espécie botânica no Vale do Lis. Foi criado num aquário, em estufa, para análise do seu comportamento. Floriu sem que me tivesse apercebido de que tal iria acontecer, ficando surpreendido com a beleza das suas flores, que nunca vira ao natural, mas que feneceram passados três ou quatro dias. Estas fotos, principalmente os planos muito aproximados, só foram possíveis dadas as condições muito particulares em que se deu o seu desenvolvimento.
No Google há uma infinidade de informação sobre esta planta, mesmo sobre o seu possível aproveitamento para biomassa, ou o seu difícil controlo, quer químico, quer mecânico. Poderão pesquisar pelo nome comum, ou pelo nome científico, sendo que, neste caso, aparecem, principalmente, textos em diversas línguas estrangeiras.
Para facilitar a consulta a possíveis interessados, aqui ficam dois endereços com interesse: |  |
O JACINTO-DE-ÁGUA ( Eichhornia crassipes) foi uma espécie introduzida na Europa por motivos ornamentais, tendo sido vista em Portugal, pela primeira vez, nos anos 30 do século passado. É originária da bacia do Amazonas, sendo hoje um problema sério em vários cursos de água e lagoas no nosso país, dado o seu carácter altamente invasivo, principalmente no Ribatejo, Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral. Como é uma planta flutuante, facilmente se desloca com as correntes de água e com o próprio vento, chegando a formar densos e intermináveis tapetes, que tapam completamente a superfície da água, prejudicando, assim, todo o normal ecossistema aquático, uma vez que se dá uma alteração das características físico-químicas das águas, devido à impossibilidade de a luz solar penetrar uma massa tão compacta de folhagem. A sua reprodução faz-se tanto por semente, como por rizomas ou pequenos fragmentos e o seu crescimento é extremamente rápido. Sobrevive, até, em terra se houver alguma água disponível. Acaba também por prejudicar o aproveitamento recreativo dos cursos de água, lagos e lagoas onde prolifera. É considerada uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, sendo, por tal motivo, proíbido o seu comércio como planta ornamental.
Este exemplar foi recolhido no Rio Negro, um pequeno curso de água na margem direita do Lis, na zona dos campos da Passagem, Vieira de Leiria, um dos poucos locais onde, felizmente, só se pode encontrar esta espécie botânica no Vale do Lis. Foi criado num aquário, em estufa, para análise do seu comportamento. Floriu sem que me tivesse apercebido de que tal iria acontecer, ficando surpreendido com a beleza das suas flores, que nunca vira ao natural, mas que feneceram passados três ou quatro dias. Estas fotos, principalmente os planos muito aproximados, só foram possíveis dadas as condições muito particulares em que se deu o seu desenvolvimento.
No Google há uma infinidade de informação sobre esta planta, mesmo sobre o seu possível aproveitamento para biomassa, ou o seu difícil controlo, quer químico, quer mecânico. Poderão pesquisar pelo nome comum, ou pelo nome científico, sendo que, neste caso, aparecem, principalmente, textos em diversas línguas estrangeiras.
Para facilitar a consulta a possíveis interessados, aqui ficam dois endereços com interesse:
http://tncweeds.ucdavis.edu/esadocs/eichcras.html
http://www1.ci.uc.pt/invasoras/files/29jacinto-de-agua.pdf
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Esta série de fotografias foi obtida, ao início da tarde do dia 21 de Março de 2008 – DIA DA ÁRVORE _ , num curto espaço de tempo e, portanto, sempre com a mesma luminosidade ambiente, numa área da Mata Nacional de Pedrógão junto da margem direita da foz do Rio Lis. Desta área já apresentara aqui um álbum intitulado «Pinheiros-serpente junto da foz do Rio Lis», mas, agora, tendo companhia, aventurei-me mais para o interior, em direcção ao mar, descobrindo outros e mais espectaculares exemplares. Este local fica a quase 500 metros da zona de rebentação, tendo de permeio um alto cordão dunar paralelo ao mar, seguido de uma depressão algo larga e, só depois, temos uma elevação onde se encontram estes pinheiros rastejantes, algo diferentes dos que se encontravam em S. Pedro de Moel, os quais já desapareceram devido a vicissitudes várias. É que os de S. Pedro estavam mesmo na duna em frente da Praia Velha, sendo submetidos aos inclementes ventos mareiros, enquanto estes, por terem uma duna alta de permeio, seguida de um vale, já sofrem a influência de um vento mais atenuado, conseguindo alguns, após muito esforço, posicionar-se quase verticalmente, ou oferecendo formas algo bizarras e diversificadas, como se de autênticas esculturas vivas se tratasse. Não resisti a registar o “surdo diálogo” entre o tojo florido e o pinheiro seu vizinho (3ª foto), por me recordar o poema que o António Simões fizera, em tempos, para uma outra fotografia de um “tojo-touro” que eu lhe propusera, mas que aqui, as suas palavras, parecem ter mais cabimento, pelo contraste entre as duas espécies botânicas, e por corresponderem perfeitamente ao ar desafiante do pinheiro, “armado” em valente e másculo pegador de toiros.
Consultar os álbuns abaixo, todos eles referentes aos “pinheiros-serpente” do Pinhal de Leiria ( popularmente conhecido por «Pinhal do Rei», mas hoje oficialmente designado Mata Nacional de Leiria ), sendo as fotos dos dois primeiros já “documentos históricos”, por tais exemplares terem desaparecido, como poderão ler nos textos anexos a tais álbuns. Para facilidade de leitura recomenda-se ler esses mesmos textos em HOME ou BLOG, por se encontrarem em caracteres muito maiores e com sublinhados a cor para as partes mais importantes.
http://augustomota.multiply.com/photos/album/54/AOS_PINHEIROS_DAS_DUNAS_-_poema_de_Afonso_Lopes_VIeirahttp://augustomota.multiply.com/photos/album/57/ESCULTURAS_VIVAS_A_PRETO_BRANCOhttp://augustomota.multiply.com/photos/album/35http://augustomota.multiply.com/photos/album/102/PINHEIROS-SERPENTE_JUNTO_DA_FOZ_DO_RIO_LIS_
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Esta série de fotografias foi obtida, ao início da tarde do dia 21 de Março de 2008 – DIA DA ÁRVORE _ , num curto espaço de tempo e, portanto, sempre com a mesma luminosidade ambiente, numa área da Mata Nacional de Pedrógão junto da margem direita da foz do Rio Lis. Desta área já apresentara aqui um álbum intitulado «Pinheiros-serpente junto da foz do Rio Lis», mas, agora, tendo companhia, aventurei-me mais para o interior, em direcção ao mar, descobrindo outros e mais espectaculares exemplares. Este local fica a quase 500 metros da zona de rebentação, tendo de permeio um alto cordão dunar paralelo ao mar, seguido de uma depressão algo larga e, só depois, temos uma elevação onde se encontram estes pinheiros rastejantes, algo diferentes dos que se encontravam em S. Pedro de Moel, os quais já desapareceram devido a vicissitudes várias. É que os de S. Pedro estavam mesmo na duna em frente da Praia Velha, sendo submetidos aos inclementes ventos mareiros, enquanto estes, por terem uma duna alta de permeio, seguida de um vale, já sofrem a influência de um vento mais atenuado, conseguindo, alguns, após muito esforço, posicionar-se quase verticalmente, ou oferecendo formas algo bizarras e diversificadas, como se de autênticas esculturas vivas se tratasse. Não resisti a registar o “surdo diálogo” entre o tojo florido e o pinheiro seu vizinho (3ª foto), por me recordar o poema que o António Simões fizera, em tempos, para uma outra fotografia de um “tojo-touro” que eu lhe propusera, mas que aqui, as suas palavras, parecem ter mais cabimento, pelo contraste entre as duas espécies botânicas, e por corresponderem perfeitamente ao ar desafiante do pinheiro, “armado” em valente e másculo pegador de toiros.
Consultar os álbuns abaixo, todos eles referentes aos “pinheiros-serpente” do Pinhal de Leiria ( popularmente conhecido por «Pinhal do Rei», mas hoje oficialmente designado Mata Nacional de Leiria ), sendo as fotos dos dois primeiros já “documentos históricos”, por tais exemplares terem desaparecido, como poderão ler nos textos anexos a tais álbuns. Para facilidade de leitura recomenda-se ler esses mesmos textos em HOME ou BLOG, por se encontrarem em caracteres muito maiores e com sublinhados a cor para as partes mais importantes.
http://augustomota.multiply.com/photos/album/54/AOS_PINHEIROS_DAS_DUNAS_-_poema_de_Afonso_Lopes_VIeira
http://augustomota.multiply.com/photos/album/57/ESCULTURAS_VIVAS_A_PRETO_BRANCO
http://augustomota.multiply.com/photos/album/35
http://augustomota.multiply.com/photos/album/102/PINHEIROS-SERPENTE_JUNTO_DA_FOZ_DO_RIO_LIS_
Obs.: Por vir a propósito repete-se, em HOME e BLOG, a publicação do "slide show" «AOS PINHEIROS DAS DUNAS», que pretende ilustrar o poema de Afonso Lopes Vieira dedicado aos "pinheiros-serpente" de S. Pedro de Moel.
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O nome deste arbusto médio, ou mesmo grande, foi dado em homenagem ao médico e botânico francês PIERRE MAGNOL (1638 – 1715), que foi um dos directores do Jardim Botânico de Montpellier. Já o seu nome específico –“Soulangeana” – é uma homenagem ao horticultor francês ETIENNE SOULANGE - BODIN (1774 – 1846). Esta magnólia é um exemplar botânico muito peculiar, pois enche-se profusamente de grandes flores, em forma de cálice, que cobrem os seus ramos nus, antes de aparecerem as primeiras folhas. As flores exalam um perfume agradável e, dependendo da variedade, as suas cores podem ir de um púrpura intenso, até a um rosa claro, ou, mesmo, branco puro. Algumas flores apresentam um interior completamente branco, conquanto as pétalas, por fora, possam apresentar várias tonalidades de rosa. Cada flor é composta por seis pétalas de textura algo espessa e encerada, podendo atingir um diâmetro entre os 7 e os 15 cm, quando completamente abertas, parecendo quase um pires. Por isso é popularmente conhecida, em inglês, por “Saucer magnolia” (Magnólia-pires). Um exemplar adulto pode atingir os 9 metros de altura, mas, para isso, terá de se ser devidamente podado e conduzido como árvore. É uma das primeiras árvores a dar flores, geralmente na primeira semana de Fevereiro. Hoje já se vendem nos Viveiristas e nos Centros de Jardinagem, vários híbridos desta magnólia, os quais apresentam diferentes características, que vão do tamanho que o exemplar pode atingir, até à época de floração e à cor da flores.
As últimas fotos deste álbum foram tiradas depois de os ventos fortes dos últimos dias, pelo que na ponta de alguns ramos já só se vê o fruto, que é um múltiplo de sâmaras, armado à maneira de pinha.
Esta árvore, com cerca de vinte anos, esteve, recentemente, quase a extinguir-se, mas após uma poda severa para eliminar todas as braças que ameaçavam secar, voltou a rebentar e, agora, parece querer arribar definitivamente, a julgar pelo número de flores que já apresentou esta época.
Para ter uma ideia da grande variedade de magnólias existente no mercado da especialidade consultar: http://www.conifer.com.au/magnolia_listNo endereço abaixo pode encontrar informação mais pormenorizada sobre a "Magnolia soulangeana":
http://nature.jardin.free.fr/arbre/ft_magnolia2.html |  |
O nome deste arbusto médio, ou mesmo grande, foi dado em homenagem ao médico e botânico francês PIERRE MAGNOL (1638 – 1715), que foi um dos directores do Jardim Botânico de Montpellier. Já o seu nome específico –“Soulangeana” – é uma homenagem ao horticultor francês ETIENNE SOULANGE - BODIN (1774 – 1846). Esta magnólia é um exemplar botânico muito peculiar, pois enche-se profusamente de grandes flores, em forma de cálice, que cobrem os seus ramos nus, antes de aparecerem as primeiras folhas. As flores exalam um perfume agradável e, dependendo da variedade, as suas cores podem ir de um púrpura intenso, até a um rosa claro, ou, mesmo, branco puro. Algumas flores apresentam um interior completamente branco, conquanto as pétalas, por fora, possam apresentar várias tonalidades de rosa. Cada flor é composta por seis pétalas de textura algo espessa e encerada, podendo atingir um diâmetro entre os 7 e os 15 cm, quando completamente abertas, parecendo quase um pires. Por isso é popularmente conhecida, em inglês, por “Saucer magnolia” (Magnólia-pires). Um exemplar adulto pode atingir os 9 metros de altura, mas, para isso, terá de se ser devidamente podado e conduzido como árvore. É uma das primeiras árvores a dar flores, geralmente na primeira semana de Fevereiro. Hoje já se vendem nos Viveiristas e nos Centros de Jardinagem, vários híbridos desta magnólia, os quais apresentam diferentes características, que vão do tamanho que o exemplar pode atingir, até à época de floração e à cor da flores.
As últimas fotos deste álbum foram tiradas depois de os ventos fortes dos últimos dias, pelo que na ponta de alguns ramos já só se vê o fruto, que é um múltiplo de sâmaras, armado à maneira de pinha. Esta árvore, com cerca de vinte anos, esteve, recentemente, quase a extinguir-se, mas após uma poda severa para eliminar todas as braças que ameaçavam secar, voltou a rebentar e, agora, parece querer arribar definitivamente, a julgar pelo número de flores que já apresentou esta época.
Para ter uma ideia da grande variedade de magnólias existente no mercado da especialidade consultar: http://www.conifer.com.au/magnolia_list
No endereço abaixo pode encontrar informação mais pormenorizada sobre a "Magnolia soulangeana”:
http://nature.jardin.free.fr/arbre/ft_magnolia2.html
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O QUE ERA A CASA DO INFANTADO ?
«Organização patrimonial da família dos Reis de Portugal que surgiu no tempo de D. João IV, a fim de dotar o Infante D. Pedro com rendimentos próprios. Ao longo de 180 anos da sua existência, a Casa do Infantado foi engrandecida com sucessivas mercês dos diversos Soberanos, tornando-se uma das maiores Instituições Senhoriais de Portugal, com domínios vastíssimos e arrecadando enormes rendimentos, na maior parte de origem agrícola. Desta maneira conseguiu-se assegurar uma sólida base económica para os segundos filhos dos Reis e, com isso, a estabilidade interna da Casa Real. A Casa do Infantado foi extinta por decreto em 1834, sendo os seus bens integrados na Fazenda Nacional e passando mais tarde para a burguesia».
Olympio Duarte Alves, in «Os Morgados de Ulmar», 1970, pp 20 e 21, em nota de rodapé, que transcreve uma explicação dada no «Diário de Notícias», de 11.12.1966, na Secção «Pergunte que nós respondemos».
OS MARCOS DO INFANTADO NA ORTIGOSA (...) D. Dinis, vendo a dificuldade de cultivar grande parte do Vale do Lis, mais ou menos encharcado e pantanoso, cuidou de o mandar drenar com abertura de rios e valas para esgoto das águas, tornando cultivável o campo até ao mar, embora os cultivadores tivessem de lhe pagar: até à Boca, a terça parte da produção e, dali para baixo, a quarta parte por ser menos rendosa a terra. Num gesto de simpatia confiou tal zona – o reino do Ulmar – a sua Esposa, a Rainha Santa Isabel, que, por isso, ficou senhora de Leiria. Porém, suspeitando de que ela mais amasse o filho herdeiro – D. Afonso IV – do que ao Rei, retirou-lhe o senhorio, fixou-lhe residência no castelo de Alenquer e fez queixa dela ao Papa. Mais tarde viu que estava enganado e, assim, devolveu-lhe as terras do Lis e concedeu-lhe as antigas liberdades. Quando Santa Isabel faleceu, o senhorio das terras do Vale do Lis passou para D. Leonor Teles, mulher de D. Fernando, de onde regressaram ao poder real, com D. João I e seus sucessores. Todavia o seu neto D. Afonso V, necessitando de dinheiro para a despesa da defesa, da conquista e da manutenção de algumas cidades dos moiros, ao Norte de África, vendeu as terras de Ulmar ao Marquês de Vila Real, que passou a residir em Leiria, onde possuía espaçosa residência, mais tarde entrada na posse dos fidalgos de outra Casa, após a morte do Marquês de Vila Real que foi havido como disposto a matar o rei D. João IV, logo a seguir à Revolução libertadora do mando espanhol, 1 de Dezembro de 1640. Morto o Marquês e seu filho primogénito – por não denunciar ao Rei o plano do pai – os bens entram na constituição da chamada Casa do Infantado, cujos rendimentos se destinavam aos filhos do Rei, exceptuando o mais velho que este iria reinar. A Casa do Infantado veio a ser extinta em 1834, tendo os seus bens passado à Fazenda Nacional, com excepção de alguns palácios. Depois acabaram por cair na posse de particulares, mas os respectivos marcos de pedra, feitos para assinalar aquele domínio ficaram por aí ... abandonados, já sem significado, a não ser histórico, por terem um dia marcado um domínio que vinha dos tempos da Rainha Santa Isabel. Sabemos de um que foi encontrado em demolida casa dos criados da Quinta do Lagar d’El-Rei, sendo estimado e colocado honrosamente num canteiro da faixa ajardinada em frente do palácio que é, agora, a Secretaria da antiga Prisão-Escola de Leiria. Sabemos de outro que se encontra ainda no primitivo local, ao sul do lugar do Camarnal, da Freguesia do Coimbrão, à entrada do “campo”, onde passava, outrora, o Rio de Fora, salvo erro numa propriedade que é, actualmente, de Mário Vareiro. Temos noticia de três situados na área da Freguesia da Ortigosa. Um segundo nos disse uma vez o respectivo Presidente da Junta de Freguesia – Domingos Duarte Domingues, com residência no lugar do Casal das Várzeas – perto da antiga habitação de Domingos da Silva Crespo, já falecido, em Mato d’Eira. Outro segundo nos contou, há anos, Joaquim da Costa Pereira, também falecido, o qual estaria, então, a servir de soleira à entrada de uma adega local. Outro, conforme nos informou o Rev. Cónego Luciano Cristino que ele se lembra de ter visto a servir de peso ao relógio da antiga capela de Riba ’Aves. (...)
Matias Crespo, in «O Mensageiro», 2 de Abril de 1998.
OS MARCOS DO INFANTADO (...) Como se sabe, no tempo de El-rei D. Dinis o rio era navegável até Regueira de Pontes, e o topónimo “Porto”, ali existente, não será alheio ao facto, como o não será um outro topónimo “Vala Real”. Um terceiro geónimo, ”Paço”, existe ainda por ali, relacionado com um antigo paço daquele rei, cuja amplitude e destino são controversos, segundo Saúl António Gomes e de cuja existência também reza a tradição, bem com um quarto, de grande interesse no caso vertente, “Terras do Infantado”, todos entre Regueira de Pontes e o Lis. (...) Por volta de 1940 ainda existiam em Regueira de Pontes, nos terrenos que se estendiam entre a linha férrea e a chamada Vala Real, um pouco acima do Lis, alguns marcos delimitando as terras do Infantado. Poderá dizer-se, de forma simplista, que tais referências históricas resistiram, durante largos séculos, ao arado dos pachorrentos bois, mas não conseguiram sobreviver mais do que dois ou três anos à voracidade impiedosa da tecnologia moderna”.
Dr. Luís Lourenço, in «O Mensageiro», 9 de Abril de 1998.
SERENÍSSIMA CASA DO INFANTADO
“Como é sabido, em 1640 o país liberta-se do jugo de Castela, que nos dominou durante sessenta anos. Foi o reinado dos Filipes, (I, II e III) que todos conhecemos da História. É então proclamado Defensor do Reino de Portugal o Duque de Bragança, que foi depois o rei D. João IV. Em 1654, este rei cria a Sereníssima Casa do Infantado, a favor de seu filho secundogénito e depois seu sucessor D. Pedro II. Esta Casa compreendia um vasto património, constituído a partir dos bens do Marquês de Vila Real e seu filho, o Duque de Caminha, bens que lhes foram confiscados, após a conjura de Castela em que o primeiro se viu envolvido, e que terminou com a degolação de ambos, no Terreiro do Paço. O campo do Ulmar, com todos os seus pauis, havia sido doado a D. Pedro de Menezes, conde de Vila Real, em 22 de Agosto de1463. Mas nem só o Duque de Caminha e o Marquês de Vila Real possuíam terrenos em Regueira de Pontes. (...) Nos campos do Lis, em Regueira de Pontes, terá existido, mesmo, como dizemos noutro lado, um palácio dos Duques de Caminha, um pouco abaixo do actual cemitério e existiam, em Leiria, os Paços dos Condes de Vila Real, em estilo Manuelino (...), os quais foram demolidos em 1888. Que pena! As terras do Infantado encontravam-se balizadas por marcos. Conhecemos ainda dois destes marcos, com a palavra «Infantado» neles gravada. Um deles encontra-se em Regueira de Pontes, a recato, e um outro em Mato d’Eira, dividindo terras de dois familiares. Quando terão sido ali colocados os marcos que conhecemos? No tempo de D. João IV? Não! Estes, os primitivos, seriam mais toscos, não contendo alguns qualquer inscrição e exibindo outros a palavra «Real». Os que ainda hoje existem, foram colocados no séc. XVIII, como se poderá ver em vários textos existentes na Torre do Tombo (...). Não quero terminar sem chamar a atenção para uma outra referência, também ela delimitando terras; também ela de interesse histórico, existente no lugar da Lagoa, Ortigosa, também ela correndo o risco de se perder: uma lápide em pedra tosca com a inscrição « CON.D.SS.MO», forma abreviada de Confraria do Santíssimo.” (...)
Dr. Luís Lourenço, in «Regueira de Pontes – a sua História e as suas Gentes», Leiria 2007, pp. 28 e 29.
DO HISTORIAL DA FREGUESIA DO COIMBRÃO
“É desconhecida a data em que as actuais terras desta freguesia começaram a ser habitadas, mas não será um erro supor que a ocupação humana tenha surgido com ligação ao campo do vale do Lis, outrora propriedade real até D. Afonso V e, depois pertença dos fidalgos até à criação da Casa do infantado em 11-08-1654, pelo Rei D. João IV, a favor do seu filho o Infante D. Pedro, mais tarde D. Pedro II. O Vale do Lis fazia parte da Casa do Infantado, cujos rendimentos se destinavam aos filhos reais não príncipes. Ao fundo da povoação, à entrada do campo, encontra-se, ainda hoje, o Marco do Infantado, escurecido pelos séculos e algumas vezes banhado pelas cheias, continua a manter a sua serenidade. Este pequeno marco quase esquecido, terá assinalado os limites de tal senhorio, contando mais de 300 anos. Desfeita a Casa do Infantado, no século XIX, este conservou-se até aos nossos dias.”
in Sítio na Internet da Junta de Freguesia do Coimbrão: http://coimbrao.no.sapo.pt/Historia.htm
COMENTÁRIO FINAL: Servimo-nos da fotografia deste marco do Coimbrão, referido no sítio acima da Internet, para a capa deste álbum dedicado aos MARCOS DO INFANTADO NO VALE DO LIS, por ser aquele que se julga estar ainda no local onde foi inicialmente colocado. Pena é que algum tractor, ou outro veículo pesado, o tenha tombado, como bem se vê numa das imagens e que, para cúmulo do desrespeito por um elemento histórico do qual a Junta de Freguesia tanto parece orgulhar-se, foi colocada, mesmo encostada ao marco, uma tabuleta a indicar que ali começa uma Zona de Caça Municipal, quando a mesma poderia ter sido colocada do lado direito da estrada que vem do Coimbrão. Mais uma vez estamos perante uma questão de cultura e de sensibilidade perante referências históricas da nossa região, que, por todos, deveriam ser preservadas e respeitadas!
Para obter as fotografias deste marco retirei a referida placa e tive de compensar a posição anómala da pedra, inclinando a máquina fotográfica. Depois voltei a colocar respeitosamente a famigerada placa onde estava, esperando que o bom senso impere, e que a Junta de Freguesia do Coimbrão solicite à direcção da Zona de Caça Associativa Municipal em causa que desloque tal placa para um sítio onde não colida visualmente com este MARCO HISTÓRICO, pois não serão uns metros para a esquerda ou para direita que deixarão de delimitar geograficamente tal reserva cinegética!!!...
O marco que tem gravada uma COROA, além da palavra INFANTADO, deve ser dos mais antigos, porquanto a gravação das letras - e da própria coroa - é algo tosca, quando comparada com a dos outros marcos, principalmente com o que se encontra num canteiro em frente da Junta de Freguesia da Monte Real. Este marco terá vindo, ao que julgo, de um terreno de família, designado por Campo Velho de Cima, que entesta com a margem esquerda do rio Lis, a Sul da estrada que vai da Cabaceira para Amor. É o único que conhecemos encimado por uma coroa. O marco que hoje se encontra preservado pela Junta de Freguesia de Monte Real tem, acima do solo, 1m e 43 cm; a parte superior, onde se encontram gravadas as letras, é de secção quadrada, medindo aproximadamente 30 x 30 cm. Vê-se, pela cor da pedra na parte inferior, que ele teria estado mais enterrado. Mas observando com atenção este exemplar, nota-se, mesmo ao nível do solo, que, daí para baixo, a pedra teria sido deixada muito mais tosca, até para favorecer uma melhor aderência ao terreno, pormenor que, talvez, pode ser extensível a todos os outros marcos dessa época.
O tão falado marco que estava em Mato d’Eira, também terá vindo do Vale do Lis e ali se encontrava na curva de um caminho, mais para impedir o abuso de os carros de bois e tractores irem “comendo” terreno, do que para divisória de propriedades. A certa altura este marco levou uma forte pancada de um veículo pesado, ou tractor, ficando inclinado, e o seu proprietário acabou por o retirar de lá e colocá-lo no seu jardim particular, aqui também na Ortigosa, como peça histórico-decorativa.
Conquanto não seja um Marco do Infantado, mas porque o Dr. Luís Lourenço dele já fala no seu artigo que publicou no semanário «O Mensageiro», de 9 de Abril de 1998», em que refere o marco da CONFRARIA DO SANTÍSSIMO (ilustrado com foto a preto e branco) e, agora, volta a referir o mesmo marco no seu livro «Regueira de Pontes – A sua História e as suas Gentes», aqui reproduzo, com os meus agradecimentos, uma fotografia de sua autoria, tirada por essa altura, felizmente quando tal marco ainda era todo visível, pois hoje, como se pode ver pelas várias fotos recentemente tiradas, foi feito um muro novo, que avançou para o alinhamento do muro já existente, à esquerda, emparedando metade deste marco. Penso que ele continue incólume, apenas não está todo visível.
|  | O QUE ERA A CASA DO INFANTADO ?
«Organização patrimonial da família dos Reis de Portugal que surgiu no tempo de D. João IV, a fim de dotar o Infante D. Pedro com rendimentos próprios. Ao longo de 180 anos da sua existência, a Casa do Infantado foi engrandecida com sucessivas mercês dos diversos Soberanos, tornando-se uma das maiores Instituições Senhoriais de Portugal, com domínios vastíssimos e arrecadando enormes rendimentos, na maior parte de origem agrícola. Desta maneira conseguiu-se assegurar uma sólida base económica para os segundos filhos dos Reis e, com isso a estabilidade interna da Casa Real. A Casa do Infantado foi extinta por decreto em 1834, sendo os seus bens integrados na Fazenda Nacional e passando mais tarde para a burguesia». Olympio Duarte Alves, in «Os Morgados de Ulmar», 1970, pp 20 e 21, em nota de rodapé, que transcreve uma explicação dada no «Diário de Notícias», de 11.12.1966, na Secção «Pergunte que nós respondemos».
OS MARCOS DO INFANTADO NA ORTIGOSA (...) D. Dinis, vendo a dificuldade de cultivar grande parte do Vale do Lis, mais ou menos encharcado e pantanoso, cuidou de o mandar drenar com abertura de rios e valas para esgoto das águas, tornando cultivável o campo até ao mar, embora os cultivadores tivessem de lhe pagar: até à Boca, a terça parte da produção e, dali para baixo, a quarta parte por ser menos rendosa a terra. Num gesto de simpatia confiou tal zona – o reino do Ulmar – a sua Esposa, a Rainha Santa Isabel, que, por isso, ficou senhora de Leiria. Porém, suspeitando de que ela mais amasse o filho herdeiro – D. Afonso IV – do que ao Rei, retirou-lhe o senhorio, fixou-lhe residência no castelo de Alenquer e fez queixa dela ao Papa. Mais tarde viu que estava enganado e, assim, devolveu-lhe as terras do Lis e concedeu-lhe as antigas liberdades. Quando Santa Isabel faleceu, o senhorio das terras do Vale do Lis passou para D. Leonor Teles, mulher de D. Fernando, de onde regressaram ao poder real, com D. João I e seus sucessores. Todavia os seu neto D. Afonso V, necessitando de dinheiro para a despesa da defesa, da conquista e da manutenção de algumas cidades dos moiros, ao Norte de África, vendeu as terras de Ulmar ao Marquês de Vila Real, que passou a residir em Leiria, onde possuía espaçosa residência, mais tarde entrada na posse dos fidalgos de outra Casa. após a morte do Marquês de Vila Real que foi havido como disposto a matar o rei D. João IV, logo a seguir à Revolução libertadora do mando espanhol, 1 de Dezembro de 1640. Morto o Marquês e seu filho primogénito – por não denunciar ao Rei o plano do pai – os bens entram na constituição da chamada Casa do Infantado, cujos rendimentos se destinavam aos filhos do Rei, exceptuando o mais velho que este iria reinar. A Casa do Infantado veio a ser extinta em 1834, tendo os seus bens passado à Fazenda Nacional, com excepção de alguns palácios. Depois acabaram por cair na posse de particulares, mas os respectivos marcos de pedra, feitos para assinalar aquele domínio ficaram por aí ... abandonados. já sem significado, a não ser histórico, por terem um dia marcado um domínio que vinha dos tempos da Rainha Santa Isabel. Sabemos de um que foi encontrado em demolida casa dos criados da Quinta do Lagar d’El-Rei, sendo estimado e colocado honrosamente num canteiro da faixa ajardinada em frente do palácio que é, agora, a Secretaria da antiga Prisão-Escola de Leiria. Sabemos de outro que se encontra ainda no primitivo local, ao sul do lugar do Camarnal, da Freguesia do Coimbrão, à entrada do “campo”, onde passava, outrora, o Rio de Fora, salvo erro numa propriedade que é, actualmente, de Mário Vareiro. Temos noticia de três situados na área da Freguesia da Ortigosa. Um segundo nos disse uma vez o respectivo Presidente da Junta de Freguesia – Domingos Duarte Domingues, com residência no lugar do Casal das Várzeas – perto da antiga habitação de Domingos da Silva Crespo, já falecido, em Mato d’Eira. Outro segundo nos contou, há anos, Joaquim da Costa Pereira, também falecido, o qual estaria, então, a servir de soleira à entrada de uma adega local. Outro, conforme nos informou o Rev. Cónego Luciano Cristino que ele se lembra de ter visto a servir de peso ao relógio da antiga capela de Riba ’Aves (...) Matias Crespo, in «O Mensageiro», 2 de Abril de 1998.
OS MARCOS DO INFANTADO (...) Como se sabe, no tempo de El-rei D. Dinis o rio era navegável até Regueira de Pontes, e o topónimo “Porto”, ali existente, não será alheio ao facto, como o não será um outro topónimo “Vala Real”. Um terceiro geónimo, ”Paço”, existe ainda por ali, relacionado com um antigo paço daquele rei, cuja amplitude e destino são controversos, segundo Saúl António Gomes e de cuja existência também reza a tradição, bem com um quarto, de grande interesse no caso vertente, “Terras do Infantado”, todos entre Regueira de Pontes e o Lis. (...) Por volta de 1940 ainda existiam em Regueira de Pontes, nos terrenos que se estendiam entre a linha férrea e a chamada Vala Real, um pouco acima do Lis alguns marcos delimitando as terras do Infantado. Poderá dizer-se, de forma simplista, que tais referências históricas resistiram, durante largos século, ao arado dos pachorrentos bois, mas não conseguiram sobreviver mais do que dois ou três anos à voracidade impiedosa da tecnologia moderna”.
Dr. Luís Lourenço, in «O Mensageiro», 9 de Abril de 1998.
SERENÍSSIMA CASA DO INFANTADO
“Como é sabido, em 1640 o país liberta-se do jugo de Castela, que nos dominou durante sessenta anos. Foi o reinado dos Filipes, (I, II e III) que todos conhecemos da História. É então proclamado Defensor do Reino de Portugal o Duque de Bragança, que foi depois o rei D. João IV. Em 1654, este rei cria a Sereníssima casa do Infantado, a favor de seu filho secundogénito e depois seu sucessor D. Pedro II. Esta casa compreendia um vasto património, constituído a partir dos bens do Marquês de Vila Real e seu filho, o Duque de Caminha, bens que lhes foram confiscados, após a conjura de Castela em que o primeiro se viu envolvido, e que terminou com a degolação de ambos, no Terreiro do Paço. O campo do Ulmar, com todos os seus pauis, havia sido doado a D. Pedro de Menezes, conde de Vila Real, em 22 de Agosto de1463. Mas nem só o Duque de Caminha e o Marquês de Vila Real possuíam terrenos em Regueira de Pontes. (...) Nos campos do Lis, em Regueira de Pontes, terá existido, mesmo, como dizemos noutro lado, um palácio dos Duques de Caminha, um pouco abaixo do actual cemitério e existiam, em Leiria, os Paços dos Condes de Vila Real, em estilo Manuelino (...), os quais foram demolidos em 1888. Que pena! As terras do Infantado encontravam-se balizadas por marcos. Conhecemos ainda dois destes marcos, com a palavra «Infantado» neles gravada. Um deles encontra-se em Regueira de Pontes, a recato, e um outro em Mato d’Eira, dividindo terras de dois familiares. Quando terão sido ali colocados os marcos que conhecemos? No tempo de D. João IV? Não! Estes, os primitivos, seriam mais toscos, não contendo alguns qualquer inscrição e exibindo outros a palavra «Real». Os que ainda hoje existem, foram colocados no séc. XVIII, como se poderá ver em vários textos existentes na Torre do Tombo (...). Não quero terminar sem chamara atenção para uma outra referência, também ela delimitando terras; também ela de interesse histórico, existente no lugar da Lagoa, Ortigosa, também ela correndo o risco de se perder: uma lápide em pedra tosca com a inscrição « CON.D.SS.MO», forma abreviada de Confraria do Santíssimo.” (...)
Dr. Luís Lourenço, in «Regueira de Pontes – a sua História e as suas Gentes», Leiria 2007, pp. 28 e 29.
DO HISTORIAL DA FREGUESIA DO COIMBRÃO
“É desconhecida a data em que as actuais terras desta freguesia começaram a ser habitadas, mas não será um erro supor que a ocupação humana tenha surgido com ligação ao campo do vale do Lis, outrora propriedade real até D. Afonso V e, depois pertença dos fidalgos até à criação da Casa do infantado em 11-08-1654, pelo Rei D. João IV, a favor do seu filho o Infante D. Pedro, mais tarde D. Pedro II. O Vale do Lis fazia parte da Casa do Infantado, cujos rendimentos se destinavam aos filhos reais não príncipes. Ao fundo da povoação, á entrada do campo, encontra-se, ainda hoje, o Marco do Infantado, escurecido pelos séculos e algumas vezes banhado pelas cheias, continua a manter a sua serenidade. Este pequeno marco quase esquecido, terá assinalado os limites de tal senhorio, contando mais de 300 anos. Desfeita a Casa do Infantado, no século XIX, este conservou-se até aos nossos dias.”
in Sítio na Internet da Junta de Freguesia do Coimbrão: http://coimbrao.no.sapo.pt/Historia.htm
COMENTÁRIO FINAL:
Servimo-nos da fotografia deste marco do Coimbrão, referido no sítio acima da Internet, para a capa deste álbum dedicado aos MARCOS DO INFANTADO NO VALE DO LIS, por ser aquele que se julga estar ainda no local onde foi inicialmente colocado. Pena é que algum tractor, ou outro veículo pesado o tenha tombado, como bem se vê numa das imagens e que, para cúmulo do desrespeito por um elemento histórico do qual a Junta de Freguesia tanto parece orgulhar-se, foi colocada, mesmo encostada ao marco, uma tabuleta a indicar que ali começa uma Zona de Caça Municipal, quando a mesma poderia ter sido colocada do lado direito da estrada que vem do Coimbrão. Mais uma vez estamos perante uma questão de cultura e de sensibilidade perante referências históricas da nossa região, que, por todos, deveriam ser preservadas e respeitadas!
Para obter as fotografias deste marco retirei a referida placa e tive de compensar a posição anómala da pedra, inclinando a máquina fotográfica. Depois voltei a colocar respeitosamente a famigerada placa onde estava, esperando que o bom senso impere, e que a Junta de Freguesia do Coimbrão solicite à direcção da Zona de Caça Associativa Municipal em causa que desloque tal placa para um sítio onde não colida visualmente com este MARCO HISTÓRICO, pois não serão uns metros para a esquerda ou para direita que deixarão de delimitar geograficamente tal reserva cinegética!!!...
O marco que tem gravada uma COROA, além da palavra INFANTADO, deve ser dos mais antigos, porquanto a gravação das letras - e da própria coroa - é algo tosca, quando comparada com a dos outros marcos, principalmente com o que se encontra num canteiro em frente da Junta de Freguesia da Monte Real. Este marco terá vindo, ao que julgo, de um terreno de família, designado por Campo Velho de Cima, que entesta com a margem esquerda do rio Lis, a Sul da estrada que vai da Cabaceira para Amor. É o único que conhecemos encimado por uma coroa. O marco que hoje se encontra preservado pela Junta de Freguesia de Monte Real tem, acima do solo, 1m e 43 cm; a parte superior, onde se encontram gravadas as letras, é de secção quadrada, medindo aproximadamente 30 x 30 cm. Vê-se, pela cor da pedra na parte inferior, que ele teria estado mais enterrado. Mas observando com atenção este exemplar, nota-se, mesmo ao nível do solo, que, daí para baixo, a pedra teria sido deixada muito mais tosca, até para favorecer uma melhor aderência ao terreno, pormenor que, talvez, pode ser extensível a todos os outros marcos dessa época. O tão falado marco que estava em Mato d’Eira, também terá vindo do Vale do Lis e ali se encontrava na curva de um caminho, mais para impedir o abuso de os carros de bois e tractores irem “comendo” terreno, do que para divisória de propriedades. A certa altura este marco levou uma forte pancada de um veículo pesado, ou tractor, ficando inclinado, e o seu proprietário acabou por o retirar de lá e colocá-lo no seu jardim particular, aqui também na Ortigosa, como peça histórico-decorativa.
Conquanto não seja um Marco do Infantado, mas porque o Dr. Luís Lourenço dele já fala no seu artigo que publicou no semanário «O Mensageiro», de 9 de Abril de 1998», em que refere o marco da CONFRARIA DO SANTÍSSIMO (ilustrado com foto a preto e branco) e, agora, volta a referir o mesmo marco no seu livro «Regueira de Pontes – A sua História e as suas Gentes», aqui reproduzo, com os meus agradecimentos, uma fotografia de sua autoria, tirada por essa altura, felizmente quando tal marco ainda era todo visível, pois hoje, como se pode ver pelas várias fotos recentemente tiradas, foi feito um muro novo, que avançou para o alinhamento do muro já existente, à esquerda, emparedando metade deste marco. Penso que ele continue incólume, apenas não está todo visível. OBS.: Para ler este mesmo texto em tipo de letra maior clicar em BLOG ou HOME. |
O JASMIM DE INVERNO é oriundo da China, sendo cultivado no Ocidente desde meados do séc. XIX. Caracteriza-se pelos seus ramos quadrangulares, ligeiramente arqueados. As flores, de um amarelo vivo, exalam um quase imperceptível odor a musgo, estando nesta altura em plena floração, mas podem florescer de Novembro a Março. Daí o seu nome de Jasmim de Inverno.
As flores solitárias, com seis pétalas, são hermafroditas, sendo polinizadas por insectos. É uma planta que prefere uma boa exposição ao sol, ou um local ligeiramente sombreado. Cresce rapidamente, sendo fácil de transplantar e cultivar, pois tolera mesmo os solos pobres, tanto os ácidos, como os alcalinos, sendo, até, resistente à poluição urbana.
Para obter um crescimento mais compacto e forte, este JASMIM deve ser podado na Primavera, logo a seguir à época da floração, a fim de evitar a proliferação de ramos secos e estimular o aparecimento de mais flores no ano seguinte. Aguenta podas severas e pode reproduzir-se, facilmente, por mergulhia.
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O JASMIM DE INVERNO é oriundo da China, sendo cultivado no Ocidente desde meados do séc. XIX. Caracteriza-se pelos seus ramos quadrangulares, ligeiramente arqueados. As flores, de um amarelo vivo, exalam um quase imperceptível odor a musgo, estando nesta altura em plena floração, mas podem florescer de Novembro a Março. Daí o seu nome de Jasmim de Inverno. As flores solitárias, com seis pétalas, são hermafroditas, sendo polinizadas por insectos. É uma planta que prefere uma boa exposição ao sol, ou um local ligeiramente sombreado. Cresce rapidamente, sendo fácil de transplantar e cultivar, pois tolera mesmo os solos pobres, tanto os ácidos, como os alcalinos, sendo, até, resistente à poluição urbana. Para obter um crescimento mais compacto e forte, este JASMIM deve ser podado na Primavera, logo a seguir à época da floração, a fim de evitar a proliferação de ramos secos e estimular o aparecimento de mais flores no ano seguinte. Aguenta podas severas e pode reproduzir-se, facilmente, por mergulhia.
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Ontem, dia 19 de Fevereiro de 2008, mesmo à tardinha, assustou-me uma luz estranha que, vinda de Nascente, iluminava toda a atmosfera de uma forma muito invulgar. Decidi registar tal fenómeno que me pareceu prenunciar uma grande tempestade. Felizmente nada se verificou de anormal, pelo menos por aqui, e as nuvens cinzentas, mais ameaçadoras, continuaram a correr para Nordeste. Olhando para Poente, por entre os troncos dos pinheiros, verifiquei que o Sol poente também apresentava um alaranjado fortíssimo, que teria dado, por refracção, esta cor de fogo às nuvens da camada mais alta, a Nascente, bem visível nesta meia dúzia de fotos. As outras nuvens, de um tom cinzento ameaçador, já estariam mais baixas e, portanto, não foram apanhadas pela coloração que vinha do lado do mar.
Tal fenómeno, e esta sequência de fotografias, recorda-nos o trágico espectáculo do grande fogo de 2005, que iluminou a noite desta mesma colina a Nascente, devastando pinheirais e eucaliptais, ao caminhar, de Norte para Sul, durante horas e horas.
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Ontem, dia 19 de Fevereiro de 2008, mesmo à tardinha, assustou-me uma luz estranha que, vinda de Nascente, iluminava toda a atmosfera de uma forma muito invulgar. Decidi registar tal fenómeno que me pareceu prenunciar uma grande tempestade. Felizmente nada se verificou de anormal, pelo menos por aqui, e as nuvens cinzentas, mais ameaçadoras, continuaram a correr para Nordeste. Olhando para Poente, por entre os troncos dos pinheiros, verifiquei que o Sol poente também apresentava um alaranjado fortíssimo, que teria dado, por refracção, esta cor de fogo às nuvens da camada mais alta, a Nascente, bem visível nesta meia dúzia de fotos. As outras nuvens, de um tom cinzento ameaçador, já estariam mais baixas e, portanto, não foram apanhadas pela coloração que vinha do lado do mar.
Tal fenómeno, e esta sequência de fotografias, recorda-nos o trágico espectáculo do grande fogo de 2005, que iluminou a noite desta mesma colina a Nascente, devastando pinheirais e eucaliptais, ao caminhar, de Norte para Sul, durante horas e horas.
Para ver este "fenómeno" em dois locais distintos de Leiria, e antes de eu ter tirado esta sequência de fotos em Ortigosa, a 12 Km a Norte desta cidade, próximo da EN 109 (Leiria-Figueira da Foz), clicar em:
http://matebarco.multiply.com/photos/album/177 http://cristalina.multiply.com/photos/album/103
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A AMENDOEIRA (Prunus dulcis), anteriormente classificada como “Prunus amygdalus”, ou “Amygdalus communis”, é uma árvore de folha caduca da família das “Rosaceae”. A semente do seu fruto é geralmente considerada como um fruto seco: a amêndoa. Tal como o pessegueiro, pertence ao subgénero “Amygdalus”. Em Portugal, é frequente na região do Douro e no Algarve. É uma árvore cultivada desde a antiguidade, tendo sido introduzida na Europa pelos Gregos, nos séculos V e VI a.C.. Embora se adapte a qualquer tipo de solo, prefere terrenos ligeiramente arenosos e profundos, dando-se também em terrenos pedregosos, que alternem com algumas camadas de terra, para que as raízes possam desenvolver-se e penetrar em profundidade, de modo a poder resistir a secas prolongadas. Também é uma espécie que resiste a fortes geadas de Inverno, mas já é sensível às geadas tardias da Primavera.
A amêndoa é rica em óleo e em gordura, podendo a variedade “dulcis” ser consumida torrada, ou torrada e salgada, como aperitivo. Existe ainda uma outra variedade de casca mole, a “ Prunus dulcis, var. fragilis", que tem a particularidade de a casca se poder partir com a simples pressão dos dedos. Toda a amêndoa comestível tem largo uso na doçaria tradicional.
A amêndoa amarga, “var. amara”, por seu lado, já não é comestível, por conter ingredientes nocivos à saúde, sendo muito tóxica, tanto para crianças, como para adultos. Evitar, portanto, qualquer tipo de preparações com este tipo de amêndoas (assim como com as amêndoas dos caroços de pêssego e cereja), principalmente se no preparado entrar água e não for usado imediatamente. A amigdalina em contacto com a saliva, por emulsão da enzima, transforma-se em ácido cianídrico, um veneno fortíssimo, que causa sufocação, vómitos, vertigens, aceleração do ritmo cardíaco e, até, morte. Este amêndoa apenas se usa para fabricar a conhecida “Amarguinha”, licor de origem algarvia, com uma graduação de 20 graus, hoje conhecido e consumido em todo o país, sendo muito agradável quando servido bastante frio. Esta variedade de amendoeira serve, sobretudo, como porta-enxerto para as variedades “dulcis” comestíveis, por oferecer maior resistência às doenças e propiciar um melhor desenvolvimento das árvores.
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A AMENDOEIRA (Prunus dulcis), anteriormente classificada como “Prunus amygdalus”, ou “Amygdalus communis”, é uma árvore de folha caduca da família das “Rosaceae”. A semente do seu fruto é geralmente considerada como um fruto seco: a amêndoa. Tal como o pessegueiro, pertence ao subgénero “Amygdalus”. Em Portugal, é frequente na região do Douro e no Algarve. É uma árvore cultivada desde a antiguidade, tendo sido introduzida na Europa pelos Gregos, nos séculos V e VI A.C.. Embora se adapte a qualquer tipo de solo, prefere terrenos ligeiramente arenosos e profundos, dando-se também em terrenos pedregosos, que alternem com algumas camadas de terra, para que as raízes possam desenvolver-se e penetrar em profundidade, de modo a poder resistir a secas prolongadas. Também é uma espécie que resiste a fortes geadas de Inverno, mas já é sensível às geadas tardias da Primavera.
A amêndoa é rica em óleo e em gordura, podendo a variedade “dulcis” ser consumida torrada, ou torrada e salgada, como aperitivo. Existe ainda uma outra variedade de casca mole, a “ Prunus dulcis, var. fragilis", que tem a particularidade de a casca se poder partir com a simples pressão dos dedos. Toda a amêndoa comestível tem largo uso na doçaria tradicional.
A amêndoa amarga, “var. amara”, por seu lado, já não é comestível, por conter ingredientes nocivos à saúde, sendo muito tóxica, tanto para crianças, como para adultos. Evitar, portanto, qualquer tipo de preparações com este tipo de amêndoas (assim como com as amêndoas dos caroços de pêssego e cereja), principalmente se no preparado entrar água e não for usado imediatamente. A amigdalina em contacto com a saliva, por emulsão da enzima, transforma-se em ácido cianídrico, um veneno fortíssimo, que causa sufocação, vómitos, vertigens, aceleração do ritmo cardíaco e, até, morte. Esta amêndoa apenas se usa para fabricar a conhecida “Amarguinha”, licor de origem algarvia, com uma graduação de 20 graus, hoje conhecido e consumido em todo o país, sendo muito agradável quando servido bastante frio. Esta variedade de amendoeira serve, sobretudo, como porta-enxerto para as variedades “dulcis” comestíveis, por oferecer maior resistência às doenças e propiciar um melhor desenvolvimento das árvores.
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Esta sequência de fotografias são grandes planos das texturas gravadas na argamassa do reboco da chaminé de uma casa rural com 135 anos, em Carvalhais de Lavos, casa construída em adobo e que está a ser cuidadosamente recuperada, mantendo-se as paredes iniciais onde for possível, ou, no interior, como elemento histórico-decorativo, sem reboco, portanto. As partes mais largas da chaminé, as viradas a Nascente e Poente, bem com a parte estreita virada a Sul, foram as mais atacadas pelas intempéries, pelo que apresentam as texturas mais curiosas, gravadas pelo tempo, ao longo de tantos anos. A parte Norte esteve sempre mais protegida dos ventos pela altura do telhado, que era de duas águas, o que obrigava a uma subida das correntes de ar e a atenuar os efeitos dos temporais. A foto da chaminé, bem como a da respectiva lareira foram obtidas em Dezembro de 2007. Agora, no início de Fevereiro, com a placa do sótão já concluída, foi possível chegar junto da chaminé e fazer grandes planos das texturas que esteticamente mais me agradaram, algumas das quais foram, depois, manipuladas cromaticamente, por mero gozo artístico.
Mesmo sem o preciosismo da cor, um gravador emérito não conseguiria melhores texturas com ácido, ou tallho-doce, numa placa de cobre!!!
|  | Esta sequência de fotografias são grandes planos das texturas gravadas na argamassa do reboco da chaminé de uma casa rural com 135 anos, em Carvalhais de Lavos, casa construída em adobo e que está a ser cuidadosamente recuperada, mantendo-se as paredes iniciais onde for possível, ou, no interior, como elemento histórico-decorativo, sem reboco, portanto. As partes mais largas da chaminé, as viradas a Nascente e Poente, bem com a parte estreita virada a Sul, foram as mais atacadas pelas intempéries, pelo que apresentam as texturas mais curiosas, gravadas pelo tempo, ao longo de tantos anos. A parte Norte esteve sempre mais protegida dos ventos pela altura do telhado, que era de duas águas, o que obrigava a uma subida das correntes de ar e a atenuar os efeitos dos temporais. A foto da chaminé, bem como a da respectiva lareira foram obtidas em Dezembro de 2007. Agora, no início de Fevereiro, com a placa do sótão já concluída, foi possível chegar junto da chaminé e fazer grandes planos das texturas que esteticamente mais me agradaram, algumas das quais foram, depois, manipuladas cromaticamente, por mero gozo artístico.
Mesmo sem o preciosismo da cor, um gravador emérito não conseguiria melhores texturas com ácido, ou tallho-doce, numa placa de cobre!!!
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Gostei muito do slide...que trabalho tiveste de ter!Obriga«da, amigo! |
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Gostei, Amélia. As papoilas são mesmo um grito onde quer que estejam. E o grito morre de imediato no momento em que são cortadas. Não há flor que morra tão de repente. Não admira, as pétalas são mais finas e frágeis do que as asas de uma borboleta. Claro que também gostei muito das fotos do Augusto . Já lhe tinha dito.
Abraços para os dois Júlia |
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GOSTEI MUITO DAS TUAS PAPOILAS.e ACRESCENTO, MODESTAMENTE, MAIS UMA ESPÉCIE DE POEMA QUE EU ESCREVI SOBRE PAPOILAS:
E de novo a sensação do mole e indefinido Vago rumor que envolve as coisas e a solidão nocturna Ecos longínquos trazem-me a distância Algo agita o vento e levanta a areia O deserto é mais vasto e o mar É proa erguida do navio austero Em que navega há séculos a sombra - e a miragem
PAPOILAS GRITO ABERTO NA MANHÃ DO ESPANTO
Amélia
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